13 Dicas Essenciais para você Iniciar na Foto-Subaquática 

      Com a popularização da fotografia, ficou atrativo realizar foto-subaquática assim que se tem o primeiro contato com a atividade de mergulho. Mas os primeiros resultados podem ser desanimadores e acabam prejudicando até o próprio prazer de mergulhar.

      Pensando nisso, iremos desenvolver algumas matérias com o essencial para quem quer iniciar nesta vertente da fotografia de natureza

 

I - DICAS INICIAIS PARA QUEM QUER INICIAR NA FOTO-SUB:

  1. Desenvolva suas habilidades no mergulho livre e autônomo antes de iniciar na foto-sub. Muitos alunos dos nossos cursos compram equipamentos mesmo antes de aprender a mergulhar!
     

  2. Usar um flash é muito importante na fotografia subaquática. Quando estiver pesquisando sobre qual equipamento comprar, considere sempre o custo do flash externo (mais informações abaixo), pois ele  é a melhor maneira de melhorar suas fotos subaquáticas.
     

  3. Tente ficar baixo ou no mesmo nível do seu assunto, em vez de fotografá-los de cima. Assim, desenvolver suas habilidades no mergulho, como flutuabilidade e natação, são importantes tanto para conseguir boas fotos como não destruir o ambiente marinho.
     

  4. É importante saber como usar máquina fotográfica no modo manual ou o modo de prioridade de abertura da sua câmera, para conseguir controlar o equilíbrio entre a luz natural e a luz do seu flash. Em 99% dos casos a câmera no modo automático não produz boas fotos em baixo da água.

 

II - Conceitos Básicos da Fotografia Sub-Aquática:

 

  1. Conforme mergulhamos mais fundo, a água absorve cores quentes como vermelho, laranja e amarelo. É por isso que suas fotos subaquáticas ficarão totalmente azuis ou verdes se você não usar um flash ou outra luz artificial. Assim a maioria dos fotógrafos subaquáticos geralmente compram um lanternas / flash externo como forma de adicionar cor.

 

 

2 - A água reduz o contraste, a cor e a nitidez, razão pela qual as fotos subaquáticas devem ser feitas, preferencialmente,  dentro de 1 metro de distância do assunto principal. Ou seja, você precisa se aproximar muito do assunto:  QUANTO MAIS PRÓXIMO, MELHOR!!! MAS SEMPRE COM A PREOCUPAÇÃO DE NÃO DANIFICAR O AMBIENTE A SUA VOLTA

 

3 -Strobe ou Flash - uma fonte de luz que pode estar incorporado à câmera ou de forma externa – faremos uma matéria específica sobre flash externo

4 - Caixa Estanque - ela permite que você leve uma câmera embaixo da água e opere a câmera. Estas caixas possuem uma vedação que impede a entrada de água mesmo sofrendo pressão do meio externo.  

5 - O-ring - um anel de borracha que cria uma vedação nas caixas estanques e nos flashs externos.

6 - Lente macro - uma lente anexada à câmera ou à caixa estanque, que permite que um fotógrafo subaquático se aproxime de assuntos pequenos - O ideal é a lente conseguir uma ampliação do assunto no sensor da máquina em uma proporção 1:1

7 -Lentes de grande angular - uma lente anexada à câmera ou à caixa estanque, que permite uma aproximação de grandes assuntos. Sem uma lente grande angular, fotografias subaquáticas de grandes assuntos têm pouca cor e contraste.

8 - Luz ambiente - também conhecida como luz natural, esta é a luz do sol. As fotografias subaquáticas são muitas vezes uma mistura de luz ambiente e luz artificial criada pelos flashs e lanternas;

9 - Backscatter - manchas, que aparecem em suas fotos subaquáticas quando o flash ilumina demais a suspenção (areia ou pequenos seres) existente entre a câmera e o assunto.



 

Caixa Estanque: diversos modelos para mesma câmera.

O-ring amarelo das caixas Canon.

Mergulhador segurando o suporte do flash externo

Mergulhador procurando fotografar no nível do assunto

Equipamento básico_ flash externo a direita da caixa estanque e lanterna a esquerda

O-ring amarelo das caixas Canon.

Caixa Estanque: diversos modelos para mesma câmera.

Saber usar o modo "M" de manual é o primeiro grande passo 

Separamos um pequeno vídeo para mostrar como as cores vão mudando em baixo da água:
note que as cores quentes tendem para o verde e azul enquanto o ponteiro de profundidade vai aumentando

|ARTIGO|

Se você for um dos sortudos a encontrar um cavalo-marinho ou um peixe-cachimbo, lembre-se de que é importante seguir as regras básicas do bom mergulhador e algumas orientações para não prejudicar ainda mais esses fantásticos seres.

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Veja Também:

Noções básicas da câmera.

Lente, abertura, F-stop e outros itens explicados para iniciantes.

1 - Lente

Elemento óptico de vidro que foca a imagem à medida que a luz entra na câmera. Em uma câmera compacta, a lente é fixa, mas em câmeras mais avançadas, as lentes podem ser removidas ou alteradas. Basicamente, na foto subaquática, utilizamos 2 tipos de lentes, dependendo do assunto que queremos fotografar:

               

A – Lente Macro: Consegue ampliar assuntos pequenos. É utilizada para fotografar pequenos seres e detalhes do ambiente marinho.

               

B – Lente Grande Angular: Possui amplo campo de visão,  o que permite ao fotógrafo registrar assuntos grandes sem que seja necessário  afastar-se dos mesmos. Resumindo: É usada para fotografar assuntos grandes e próximos.

Acima: exemplos de lentes macro das principais marcas do mercado e um exemplo do tipo de fotografia que se pode obter com essas lentes. Obs: este peixa possui pouco mais de 1cm de comprimento.

Ao lado um esquema de como a máquina funciona: Lente, conjunto de espelhos e sensor 

Ao lado: as principais lentes grande angulares do mercado. Abaixo: a lente Tokina 10-17mm a "queridinha" dos fotógrafos sub e um exemplo de foto Grande Angular

2 – Velocidade do obturador

O obturador é o item da câmera que abre e fecha rapidamente de forma a permitir a entrada da luz na máquina. Quanto mais tempo o obturador permanece aberto, mais luz entra. A velocidade do obturador é esse período de tempo que o obturador está aberto e é expressa ou com o símbolo de aspas, que determina segundos (por exemplo, 3”, sendo 3 segundos), ou com frações, como 1/250, que significa 1 segundo dividido por 250.

 

Velocidade Alta (Maiores que 1/100 , por exeplo: 1/250, 1/500): congela o assunto, mesmo que ele esteja em movimento.

Velocidade Baixa (Menores que 1/100, por exemplo : 1/60, 1/80): pode deixar um vulto no objeto, principalmente se ele estiver em deslocamento.

 

DICA: velocidade abaixo de 1/60 (por exemplo: 1/50, 1/40) requer um tripé para que as fotos sejam feitas sem deixar a imagem muito tremida.

Acima: a esquerda uma imagem do obturador e um esquema para entender melhor o conceito de velocidade

3 -  Abertura (F-stop) do obturador

A abertura é identificada também como f-stop.

F-stop é uma medida da quantidade de luz que é deixada entrar através da abertura. O F-stop é um número, como 2.0, 2.8, 4.0 etc. A letra "F" sempre precede esse número.

ATENÇÃO: Quanto maior o número do f-stop, menos luz entra. Ex.: F4 deixa entrar mais luz que um f-stop de F5.6. Assim, se você for diminuir a abertura do obturador, terá que aumentar o número do seu F-stop. E o oposto também estará correto.

 

4- Profundidade de Campo ou DOF

Às vezes, uma foto possui uma parte com foco e outra fora de foco. O DOF é a parcela que está em foco. Uma foto com pouca profundidade de campo terá um fundo embaçado e só uma pequena parte do assunto dentro do foco. Geralmente, o que vai determinar a profundidade de campo é a abertura escolhida para o obturador.  Aberturas grandes, ou seja, f-stop pequeno de F1.8 ou F2.3,  apresentarão uma profundidade de campo menor que aberturas pequenas, isto é, f-stop alto, como F22 ou F45.

Obs1: Geralmente, as lentes grande angulares conseguem uma boa profundidade de campo mesmo com aberturas pequenas.

Obs2: Câmeras compactas não conseguem desfocar o fundo com muita facilidade pois o sensor que registra as imagens geralmente é pequeno, não permitindo trabalhar com aberturas grandes.

Acima e ao lado: dois exemplos de como funciona a abertura e a profundidade de campo

4- ISO

O ISO irá trabalhar com a sensibilidade do sensor da câmera. A maioria dos sensores tem uma configuração ideal de ISO 100 ou ISO 200. Ao aumentar o ISO – por exemplo, mudar para ISO 800 –, torna-se o sensor mais sensível, o que lhe permite fotografar em ambientes mais escuros sem ter que deixar o obturador muito mais lento ou abrindo demais a abertura.

 

MAS CUIDADO:  Ao aumentar demais o ISO, você provocará mais ruído na foto, o que deixa a imagem com uma qualidade baixa.

 

5- Exposição

A quantidade de brilho na fotografia. É o resultado das ações da velocidade do obturador, abertura (F-stop), ISO e flash usado. Uma boa exposição significa que sua foto tem o nível de luz que você pretendia.

Existem muitas formas de se avaliar a exposição. A mais popular é usar a fotometria indireta da própria câmera. Futuramente, abordaremos melhor esse conceito.

Acima: um infográfico com todos os conceitos abordados até agora

6 - Flash interno

Também chamado de flash pop-up. É o pequeno flash que faz parte da câmera que pode "aparecer" quando você precisar. As câmeras dSLR, às vezes, não possuem flash interno.

 

MAS CUIDADO: Existem poucas alternativas em que o flash interno ajuda a criar fotos com boa iluminação. As fotos fora d’água vão parecer aquelas antigas de festa de aniversário em família. Já as fotos subaquáticas com flash interno quase sempre vão iluminar a suspensão da água, criando os famosos pontos brancos na foto

 

7- Equilíbrio de brancos

O equilíbrio do branco está relacionado à temperatura da cor e é como a câmera interpreta as cores na fotografia. Diferentes configurações de balanço de branco resultarão em uma foto que parece mais verde, azul, vermelho, amarelo etc.

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Dicas para Iniciantes na Foto-Sub

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